Quatis na Floresta da Tijuca


Depois de muito tempo sem visitar a floresta da tijuca, apesar de morar bem perto, essa semana fui dar uma caminhada por lá. Confesso que queria muito ver aves e mamíferos, mas estava quase desistindo desses últimos quando derrepente na altura do restaurante Esquilos vi um rabinho anelado fofinho. Para nao ficar empolgada e depois me decepcionar fui a caminho dizendo a mim mesma e a minha acompanhante que devia ser apenas um gatinho. Quando chegamos perto aquela fucinha fofinha, aquelas garras, aquele pêlo, a cauda, era um quati! Assim que o vi lembrei muito de um tamanduá por que o focinho é bem comprido, masss não era. Bom não preciso nem dizer que todas as atenções e fotografias foram para o bichinho que até chegou a cheirar minha mão, reparei que ele estava bem acostumado com humanos. Depois ele saiu correndo e foi subir numa arvóre, eu e minha acompanhante já estavamos indo atras daquele único espécime raro até que viramos e vemos uns 10 quatis atrás de nós! rss É...ele não era tão especial assim, hehe, brincadeira, todos eram lindos, tinham machos, fêmeas e infelizmente só um filhotinho e estavam todos aproveitando as lixeiras do restaurante! Fiquei impressionada, tão bonitinhos e catando lixo, não dava nem mais vontade de passar a mão.
Apesar de para mim eles parecerem bem com os tamanduás mirins pertencentes a ordem pilosa, eles são primos dos guaxinins, todos pertencentes a família Procyonidae da ordem carnívora. Beeemmm diferentes! Mesmo pertencendo a ordem carnívora eles não são exclusivamente carnívoros, são mais onívoros, comendo carnes, insetos, minhocas, frutas, ovos e legumes.
Com a grande visitação nos finais de semanas na floresta, muitas pessoas alimentam esses animaizinhos, e eles estão virando uma superpopulação pois com a grande oferta de comida a consequencia é mais reprodução e mais filhotes. Não podemos nos esquecer que dia de semana eles também comem, e acabam fazendo um forte impacto de predação em outros organismos que são essenciais para o ecossistema, como ovos de aves que são grandes polinizadores naturais da floresta por exemplo. Para piorar eles não sofrem nenhum tipo de predação pois não tem um predador natural na floresta, pelo menos não mais.
Quando vemos quatis, micos, pacas, capivaras qualquer animalzinho fofinho que queremos uma foto ou abraçar um pouquinho sempre damos um pouco de comida sem pensar no enorme impacto que estamos causando naquele ambiente e o que isso vai causar em todas as espécies que são predadas por esses bichos, assim como também seus predadores, caso existissem no caso dos quatis, também iriam aumentar em número. Mas isso é uma conscientização muito profunda que se tem de fazer em toda população. Ninguém liga das aranhas e minhocas morrerem para os fofinhos quatis continuarem felizes, mas a maioria não sabe da imensa importância que cada animal e planta tem em toda a floresta.

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Corujas


Entende-se por corujas todas as aves de rapina de hábitos noturno e crepuscular da ordem Strigiformes, apesar de diferentes famílias e consequentemente, diferentes aves pertencerem a esta ordem. Como toda ave de rapina as corujas enxergam muito bem( de longe, não enxergando muito bem de perto) principalmente com pouca luz e são excelente caçadoras utilizando-se de movimentos muito rápidos para voar e abater a presa. Contam com penas especiais, são mais macias e numerosas, permitindo um vôo silencioso. São diferentes das outras aves de rapina principalmente por preferirem a noite, não significando que não estejam em atividade durante o dia! Mas não é o natural da grande maioria, que preferem a noite. Também são bem diferentes por possuirem olhos como os nossos, ambos orientados á frente da cabeça, diferente das outras que possuem olhos laterais. Esses olhos dão uma outra aparência a essas aves não podemos negar. O mais incrível é que mesmo com os olhos orientados á frente elas não perderam o benefício evolutivo das aves que tem olhos laterais, para compensar elas conseguem girar absurdamente o pescoço em até 270°! Suas orelhas não são visíveis, mas sua capacidade de audição é bastante aguçada, melhor do que a das outras aves. São capazes de caçar na escuridão, pois o formato do disco de penas ao redor dos olhos direciona o som de suas presas até os ouvidos.
São aves encontradas em quase todo o mundo distribuídas em 126 espécies, sendo 18 encontradas em território brasileiro. São animais solitários que se alimentam de pequenos mamíferos, principalmente roedores, outras aves e alguns invertebrados.


A coruja brasileira mais conhecida sem dúvida é a coruja buraqueira, conhecida por esse nome por viver em buracos cavados no solo sendo, portanto, uma coruja terrícola de hábitos diurnos. Chegam a medir até 27 cm, uma envergadura de 53 cm a 61 cm e vivem em torno de 9 anos em ambientes selvagens, pesam cerca de 170 a 214 mg.
O maior inimigo da coruja buraqueira é o homem, visto que, por ser uma ave de rapina, essa espécie quase não tem predadores naturais que incluem texugos, serpentes e doninhas. Entretanto, o danoso trânsito de carros bugres sobre a vegetação da praia é o principal fator da destruição da coruja buraqueira, juntamente com outras espécies da fauna da praia que compõem a cadeia alimentar. Pois ao passarem sobre a boca dos ninhos, esses veículos soterram o túnel matando mãe e filhotes asfixiados debaixo da camada de areia em que se encontram. Por alimentar-se de insetos e pequenos roedores como os ratos, é muito útil ao homem, beneficiando-o na agricultura, e sendo importante controladora da densidade populacional de roedores. Como sempre retribuímos aos animais da forma errada!

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Wombats


Os Wombats ou o nariz peludo, é um mamífero marsupial endêmico da Austrália que encontra-se em grande perigo de extinção. Há cerca de 70 a 100 bichos desses num parque em Queensland, apenas! Além de sua comida favorita, uma planta nativa, ter perdido território- por competição- por um tipo de capim africano, ele também é caçado por seres humanos pelo valor de sua pele no mercado. Fica ai a importância de não se introduzir plantas exóticas sem um prévio estudo, assim como a fauna, pode causar um grande estrago quando não é bem estudada. Além de sua comida preferida estar escassa, o gado local compete com os wombats pela grama presente. As tentativas de preservação rigorosa para o wombat de fucinho(nariz)peludo tem sido muito onerosas para o governo australiano e outras fontes independentes. Eles também têm sido um problema para os pecuaristas, porque eles foram forçados a encontrar novas áreas para o seu gado para pastar. Isto é especialmente difícil porque esta área da Austrália é atingido por secas (já um problema para os wombats em si). Ressaltando que wombats é o nome geral dado aos marsupiais da família Vombatidae, mas a espécie aqui tratada é a Lasiorhinus krefftii do gênero Lasiorhinus.
Os wombats são animais terrestres que vivem em tocas subterrâneas construídas com suas poderosas garras e seus dentes. São animais noturnos e vivem tanto acima como abaixo do solo. Vivem no semi-árido, florestas ou campos abertos. Apesar de serem noturnos tomam banho de sol nas primeiras horas do dia. Seus túneis subterrâneos são bem elaborados, eles usam raízes no teto de suas tocas. Eles podem usar tocas de gerações passadas de wombats. A maioria de suas tocas têm múltiplas entradas que levam ao complexo único. Wombats raramente usam a mesmo toca em simultâneo, mas ocasionalmente, os machos e as fêmeas são encontrados juntos na mesma toca. Eles têm uma grande casa de aproximadamente 15 hectares. Por sua forma de vida( vivem em tocas subterrâneos e são noturnos), são animais difíceis de se observar, a não ser em cativeiro.
Têm a aparência de um pequeno e musculado urso de patas pequenas. O seu comprimento é de aproximadamente 1 metro e têm uma cauda muito pequena. Suas cabeças são grandes, com olhos pequenos e orelhas pontudas, ambos os sexos do Wombat-peludo estão cobertas com pelagem marrom, um tipo suave de cobertura, eles têm longos bigodes que se estendem do lado do seu nariz - daí o nome wombat de focinho peludo.
Há um único acasalamento por ano, que acontece no período de primavera / verão. A hora do nascimento varia de novembro a março, as chuvas fortes nos meses de inverno, antes da época de acasalamento é positivamente correlacionada com a taxa de natalidade. Isso é mais provável porque a chuva faz as gramíneas mais abundantes. Infelizmente, quase nada se sabe sobre os detalhes de sua reprodução ou gestação, pois é muito difícil observá-los na natureza, e em cativeiro eles não vão bem. Sabe- se que wombats de nariz peludo dão à luz um único jovem.
Devido a baixa quantidade de animais sobreviventes um fato muito interessante sobre esta espécie é a perda da heterozigosidade. Medidas de variabilidade de DNA feito em DNA extraído de amostras de populações extintas deste wombat (Deniliquin, Nova Gales do Sul, Estado Australiano) revelou que as populações de Queensland tem apenas 41% da variabilidade da população extinta, sugerindo uma espécie de gargalo em constante declínio. E infelizmente essa situação só tende a piorar. Uma espécie em estado tão crítico de extinção deveria ser melhor estudada, conservada e divulgada para sensibilização total da população. Os wombats pelo menos tem a vantagem de serem bonitinhos, mamíferos marsupiais peludinhos parecidos com ursinhos. Nem todos os bichos tem essa sorte. Se os wombats estão em no máximo 100 indivíduos, imagine certas espécies de animais não tão bonitinhos!

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Elefantes


O elefante é o maior animal terrestre dos dias atuais. É um vertebrado, mamífero da família elephantidae. Sua tromba talvez seja o membro mais marcante nesse animal gigantesco e ao mesmo tempo gracioso. A tromba, ou probóscide, na verdade nada mais é que uma fusão de nariz com lábio superior com funções altamente diversas e inesperadas, assim como incríveis! Eles usam a tromba para arrancar a comida, no caso folhas, e levá- la até a boca, para beber eles chupam a água pela tromba para depois despejar dentro da boca ou sobre o corpo para tomar um banho, quando o fazem geralmente depois do banho se cobrem de lama para funcionar como uma espécie de filtro solar. Quando o elefante nada, sua tromba fica para fora da água, pois nada mais é que um nariz que precisa respirar. Além de todas essas funções, a tromba também serve como instrumento social, seja uma fêmea acariciando seu filhote com ela, um macho querendo agradar sua parceira ou elefantes conhecidos que entrelaçam as trombas como um cumprimento assim como para demonstrações de força.
As orelhas enormes também são algo bem marcante na aparência desse animal. E elas não são só bonitinhas, elas por serem tão grandes servem como espécies de abanadores para o calor das savanas africanas. Elas assim como a tromba também tem função social, são usadas para intimidação e pelos machos durante a corte.
Uma coisa interessante de se ver mas que ninguém quase nunca viu é um elefante deitado descansando. É porque isso quase nunca acontece. O elefante só se deita se estiver muito doente. Graças as suas patas altamente adaptadas os elefantes ficam por longos períodos de tempo em pé e não se cansam. Isso acontece porque por baixo dos ossos dos pés dos elefantes existe uma camada gelatinosa que funciona como uma almofada de ar ou amortecedor.
Apesar de hoje em dia infelizmente agente não ver, até pouco tempo atrás a maioria dos elefantes tinham presas de marfim, que nada mais eram que os segundos dentes incivos superiores. Hoje em dia mal vemos elefantes com presas mais uma vez por causa da ganancia e capricho do homem. A presa do elefante não foi feita para nós, seres humanos que devemos achar que só existe para nos satisfazer, ela foi feita para facilitar a busca de alimento pelo animal. As presas são utilizadas para escavar à procura de água, sal ou raízes; para retirar a casca das árvores, para comer a casca; para escavar a árvore adansonia a fim de retirar-lhe a polpa; e para mover árvores ou ramos quando um trilho é criado. Além disso, são utilizadas para marcar as árvores para demarcar o território e ocasionalmente como armas. Por possuírem dentes que seriam só para ajudar em sua sobrevivência o elefante vêm sofrendo com elas justamente o contrário, sua extinção. O marfim de seus dentes é usado em jóias, teclas para piano, hanko (selos personalizados para assinatura de documentos oficiais, exigida no Japão) e ainda é apreciada por artistas pela sua esculturabilidade. Que palhaçada! Meu deus, que capricho!! Tirar a vida de um ser vivo por apreciação! É um absurdo. Além da caça ilegal por seu marfim, esses animais estão perdendo seu habitat natural. Vamos repensar, mais uma vez, na importância de uma espécie para todo um planeta.

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Opiliões na minha varanda!


Pois é, opiliões na minha varanda! E tem gente que nem sabe o que é isso! Nunca nem viu, ou se viu pensou que fosse uma aranha, pois bem que parece, e se eu nao estudasse biologia com certeza também acharia que fosse tal aracnideo, que alias eu achava que incluia só as aranhas, mas tudo isso era antes da biologia.
Bom, o opilião é também pertencente a classe aracnida, só que a ordem opiliones. É um artropodezinho de hábitos noturnos e gosta de ficar no escuro durante o dia e em ambientes úmidos, por isso muita gente não o vê. Também é um bichinho muito cauteloso, não se deixando exibir por ai. Aqui ele se esconde em mini caverninhas no muro perto da escada e na grande mata atlantica da floresta da tijuca por debaixo de pedras e troncos, nos extratos arbóreos, debaixo do foliço... enfim, lugares que agente nao cutuca muito porque sabe que de la sai algum bicho estranho. Os opilioes mesmo tem oito longas e articuladas pernas bem maiores que seu corpo, mas apesar de serem considerados bichos esquisitos por serem parecidos com suas primas aranhas, sao bem inofensivos. Quer dizer... nao no que se diz respeito ao odor! Enquanto algumas aranhas apresentam glândulas com venenos, os opilioes apresentam glândulas odoríferas! E que odor! Várias vezes durante a noite eu sentia um cheiro de mato muito forte vindo da janela que comprovei ser liberado de um opilião quando matei um no meu banheiro. Só que dessa vez o cheiro veio muito mais forte, e persistiu durante boa parte da noite. Em seu habitat natural, os opiliões liberam esse odor quando se sentem ameaçados, e nossa, deve mesmo funcionar!
Bom, agora que sei que não é nenhuma aranha venenosa ou coisa parecida fico feliz de ter visto esse bicho cara a cara e que ele não representa nenhum perigo para mim, e por ser um bixinho tão diferente, raro e incrível é mais legal ainda dividir minha varanda com ele.
O bom da maioria dos insetos é que poucos correm risco de extinção, mas se voce ver um por ai, preserve!

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Evolução em Ursídeos



20 milhões de anos atrás, o planeta era mais quente e recoberto por florestas. Nelas habitava o primeiro urso, o urso da alvorada, que tinha tamanho e aparencia de um lobo e vivia nas árvores para evitar a competição e predação com outros grandes carnívoros. Com uma dentição flexível para evolução, pois conseguiam, graças a seus dentes se alimentarem de carne e de plantas, aqui começou a jornada para a evolução do urso como o conhecemos hoje. Com a mudança climática acontecendo na terra, as florestas foram dando lugar a campos abertos, savanas, onde o novo urso tinha que se adaptar. E assim ocorreu. Aquele urso que vivia nas árvores evoluiu para o urso cinzendo que originou os ursos que conhecemos hoje. Pela Beríngia(estreito de Bering) em uma das grandes glaciações,cerca de 14 milhões de anos atrás, esse urso migrou para a Eurásia, onde divergiu em duas novas espécies graças a falta de alimento a que eles estavam acostumados, a carne, e suas novas fontes de alimentação que os fizeram se adaptar. Na China o urso se adaptou para comer bambu, que havia em demasia. Seus dentes, graças a flexibilidade desde seu ancestral, o possibilitou a isso junto ao polegar do panda, um dedo oposto as cinco garras que o permite segurar o bambu para quebrá-lo, dando origem aí ao atual Panda. Mais ao sul, na Índia, aquele urso se adaptou a comer formigas e cupins e consequentemente seu corpo criou estruturas para tal, seu focinho lembra o de um tamanduá com sua língua comprida, porém este urso, o atual urso beiçudo, não perdeu todos os dentes como aquele desdentado.
Enquanto isso, a 45 mil anos atrás, os ursos que na América do Norte ficaram, evoluíram ao urso gigante de fucinho curto(Arctodus), um carnívoro incrível, que chegava a 3,20m e tinha dentes poderosíssimos. Sua aparencia era de dar medo a outros carnívoros de grande porte, portanto ele garantia sua carcaça, pois era carniceiro, já que não tinha anatomia corporal boa para caça, mas porte suficiente para intimidação.
Esses ursos evoluíram independentes um do outro, separados pelo oceano, pois a Beríngia se desfez com outra mudança de clima no planeta. Com sua formação numa Terra de outro clima, ursos da ásia, o urso pardo, aquele de antes da divergência de pandas e beiçudos, e ursos da américa, o urso gigante, se encontraram e brigaram por território, extinguindo os primeiros naquele território, como já era de se esperar.
Tempos depois,com uma nova mudança de clima, o urso pardo ganhou território e o urso gigante(Arctodus) foi extinto por não ser pário ao novo clima mais quente e a falta de alimentos, a maioria de suas presas desapareceu no mesmo período, aumentando sua competição com o urso pardo. Seu desaparecimento também coincide com o desenvolvimento da tecnologia e as técnicas melhoradas de caça por parte dos seres humanos na América do Norte, por isso, a pressão pela caça também pode ter contribuído para a sua extinção, tanto diretamente (caça por humanos) como indiretamente (devido ao esgotamento de outros grandes mamíferos caçados por eles). A sua extinção completa, foi há aproximadamente 10 mil anos, apenas! Gostaria de ter conhecido esse animal gigantesco e incrível! Quem sabe, pelo menos até agora confirmado, o maior carnívoro da Terra que já existiu!
Paralelamente, na Eurásia, um novo urso, o urso das cavernas, evoluiu a partir do urso castanho há cerca de 1,2 milhões de anos. Dado o clima bastante frio do Plistocénico, época de vivencia deste urso, supõe-se que este animal hibernasse mais tempo que os ursos modernos justificando a presença frequente do animal em cavernas.
As causas para a extinção do urso-das-cavernas não são conhecidas com exatidão. Supõe-se que ele tenha desaparecido devido a uma redução do seu habitat no fim da Idade do Gelo e/ou, a mudanças contemporâneas da flora européia. Não podemos excluir a interferência do homem, uma vez que as comunidades primitivas partilhavam o mesmo espaço que este urso e disputavam pelas cavernas como abrigos. Sua espécie desapareceu há cerca de 10.000 anos.
Mais uma incrível divergência aconteceu há 2 milhões de anos atrás: o urso polar evoluiu a partir dos ursos castanhos que ficaram encurralados no Ártico. Com a imposição de uma barreira geográfica fica fácil adivinhar como tudo aconteceu. O urso-pardo e o urso-polar divergiram de um ancestral comum há cerca de 2 milhões de anos no Ártico, atraídos pela possibilidade de comida, já que lá habitavam mamíferos desajeitados fáceis de se predar como as focas. Quando, mais uma vez, a camada de gelo derreteu, ursos pardos ficaram isolados no Ártico para evoluírem ao urso polar que hoje é extremamente adaptado a viver no seu hábitat de gelo.
Mais uma vez torno a falar sobre preservação de animais. A incrível jornada pela qual esses animais passaram, lutaram, resistiram e evoluíram para se adaptar a esse mundo deve ser respeitada. É absolutamente uma vergonha os ursos estarem em perigo de extinção, mais uma vez por causa dos seres humanos. Estamos destruindo as florestas de bambu, as florestas temperadas, as calotas de gelo, os mares, todos os diferentes hábitats que esses incríveis animais conseguiram se adaptar. Todas essas interferências podem ser ditas como indiretas. As diretas, como a caça, são ainda mais vergonhosas! Está na hora de repensarmos nossos hábitos um pouquinho, porque hoje em dia, infelizmente, ainda tem gente que diz que preservar o Panda é perda de tempo e dinheiro. Temos de ter respeito pelo planeta e pelos animais que neles vivem, inclusive nós, chega de pensar que estamos acima ou de fora da natureza e dos outros animais. Bom, vou guardar toda minha indignação e fervor para outros posts. Mas não esqueçam que o urso polar esta morrendo nadando pois não consegue chegar a praia, no caso gelo, literalmente.

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Vampiros e morcegos


Os morcegos estão classificados na ordem Chiroptera e divididos em duas subordens, Megachiroptera e Microchiroptera. Os primeiros, conhecidos como raposas voadoras são encontrados nas regiões tropicais e subtropicais do Velho Mundo. Os segundos, conhecidos também como morcegos verdadeiros, possuem distribuição mundial. As raposas voadoras apresentam espécies de tamanhos enormes, podendo chegar a quase 2 metros de envergadura e pesar 1,5kg. Os morcegos verdadeiros possuem espécies de tamanhos relativamente pequenos a médios, porém apresentam alguns de tamanho grande, como Vampyrum spectrum, nome um tanto macabro, mas ao contrário do que nossa imaginação tende a nos levar, ele não é como um vampiro sugador de sangue, é apenas um carnívoro.
Ao contrário do que muitos pensam, nem todos os morcegos são hematófagos( se alimentam de sangue). Alias apenas 3 espécies do total de 1120 espécies apresentam esse hábito que por ser pouco comum e um tanto diferente, é bem temido e falado por aí a fora. E esses pequenos mamíferos voadores não mordem e chupam o sangue como os filmes de vampiros nos levam a acreditar. Eles mordem a vítima e lambem o sangue que escorre da ferida. O sangue não coagula pois eles apresentam uma enzima em sua saliva, a Draculina ( que por acaso nos remete ao Drácula, lógico) que impede a coagulação. E possuem ainda dois canais em cada lado da língua que lhes permitem ingerir o sangue.
Em relação a dentição desses animais os dentes molares são finos, alongados e abreviados a uma borda cortante enquanto que os incisivos e caninos são bem aumentados, sendo os incisivos usados para ferir a vítima. Possuem o focinho alongado e a língua comprida com numerosas papilas na extremidade distal.
Esse hábito alimentar vampiresco um tanto tenebroso, é o hábito alimentar mais especializado entre os morcegos e não se sabe claramente da onde a hematofagia derivou-se. Mas não precisamos temer por nosso sangue quando avistarmos um morcego, afinal são poucas as espécies hematófagas como disse antes, e eles habitam cavernas e tocas úmidas e escuras, caçam a noite e tem preferência pelo sangue de aves ao de mamíferos, apesar de muitos ferirem mamíferos domésticos. Porém relatos de ataques de morcegos a humanos são raros. Mas também se for atacado já era, a probabilidade dele voltar a fazer a refeição no mesmo lugar é bastante grande, e ele ainda chama os amigos pois os morcegos são animais bastante sociáveis e vivem em bandos. Ainda por cima praticam o altruísmo. Quando um animal não consegue se alimentar em uma noite, o que conseguiu regurgita ( vulgo vomita) o sangue para o outro animal se alimentar, pois o lema deles é um por todos e todos por um.

O importante é a sobrevivência do grupo e não do indivíduo para esses animais. Lembrando que os morcegos hematófagos são exclusivamente hematófagos, não podem se alimentar de outras fontes e como esses morcegos só ingerem sangue, não resistem mais de três dias sem o líquido. Vida difícil essa de morcego vampiro hein.
Ah, só para constar: esses morcegos são encontrados no Brasil.

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